
O Hospital Sírio Libanês convoca médicos do outro lado do mundo para dar opinião sobre tratamentos de câncer.
Há cinco anos, o Sírio Libanês realizou sua primeira telecirurgia. Conduzida por um grupo de urologistas brasileiros, ela contou com a ajuda de um robô, guiado por um cirurgião localizado no Hospital John Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos. Por meio da videoconferência, a operação foi acompanhada por cerca de 1.300 urologistas que participavam do 18º Congresso Mundial de Urologia, em São Paulo.
Montada em 1999, a sala de telemedicina do Sírio tem a cara de sala de reunião. Mas uma observação mais cuidadosa revela uma parafernália tecnológica pesada. Entre elas: uma tela Back Projection de 71 polegadas, da marca Fresnel, e outra de plasma da Fujitsu, de 42 polegadas, para mostrar as imagens do palestrante e de um exame simultaneamente. "A qualidade da imagem e do som é tão boa que funciona como se você estivesse falando com o William Bonner pela tevê", compara Padilha.
Mas isso não é tudo: há também DVD, VHS, receiver para amplificação de som, câmera follow me, lousa digital da Microsoft Graphics, microscópio com câmera digital aclopada e uma câmera de documentos que permite transmitir imagens imagens radiológicas como tomografia e ressonância.
Com 2,5 mil funcionários, médicos em 60 especialidades, dois centros cirúrgicos, duas UTIs e capacidade para 50 cirurgias diárias, o sírio é um dos pioneiros na adoção da telemedicina no mundo. A idéia foi trazida por oncologistas brasileiros que trabalhavam no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, já usuário da tecnologia, na época em que fundaram o centro de oncologia do Sírio.
O aparato de telemedicina é utilizado também para reuniões científicas com médicos de Nova York sobre câncer de mama, ginecológico e tumores de próstata e rim.
Publicação: 07/12/05
Revista Info - Inside, videoconferência
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