Área de acessibilidade deve ser a próxima geradora de empregos para os profissionais de TI. Conheça as regras de aplicações e saiba como verificar se seu site é acessível.
Webdesigners e desenvolvedores de software do Brasil fiquem atentos! A acessibilidade pode ser a mais nova área a gerar empregos no país. O prazo para que os grandes portais e sites eletrônicos da administração pública se tornem acessíveis expira em dezembro deste ano, mas ainda há muito o quê se fazer.
Aprovado em 2 de dezembro de 2004, o Decreto 5296 estipula o prazo de dois anos para que os grandes portais governamentais se adaptem às normas de acessibilidade W3C, determinadas pela Web Accessibility Initiative (WAI). O prazo para a adaptação dos sites de pequeno porte expirou em dezembro do ano passado.
"Os sites de pequeno porte que ainda não se tornaram acessíveis já estão ilegais e os de grande porte devem se apressar. Por isso acredito que a demanda por profissionais de webdesign capazes de construir e adaptar sites dentro das regras de acessibilidade deve crescer muito - comenta o Gerente de Projeto Estratégico de Acessibilidade Digital da Serpro, Marcos Kinsky.
Além disso, dados estatísticos do censo do IBGE do ano 2000 mostram que 14,5% da população brasileira é classificada como portadora de alguma deficiência. Estima-se ainda que o número de pessoas com mais de 60 anos triplique até 2025. Assim, a necessidade por sites acessíveis cresce a cada dia.
"Em um futuro muito próximo, milhares de sites terão que ser mexidos para se tornarem acessíveis. Tornar sites já existentes acessíveis será um negócio fantástico - prevê o presidente da Acessibilidade Brasil, Guilherme Lira.
Botando os pingos nos "Is":
Mas como é, afinal, um site acessível? Segundo definições da Acessibilidade Brasil, um site acessível é aquele que não possui barreiras arquitetônicas para utilização, independentemente das limitações do usuário. Marcos Kinsky define acessibilidade como tudo aquilo que o ser humano produz com o objetivo de atingir resultados que vão além de sua capacidade física.
"Imagine que uma pessoa queira chegar do outro lado de um rio que não se pode atravessar a nado. Construir uma ponte é uma solução para que essa pessoa atinja seu objetivo. Isso é acessibilidade - explica Kinsky.
Sites acessíveis são aqueles que se preocupam em facilitar a navegação dos usuários com necessidades especiais. Pessoas com baixa visão têm dificuldades de identificar uma imagem, por isso, a associação entre texto e imagem torna-se fundamental para que, utilizando um leitor de tela, esse usuário possa compreender aquilo que sua limitação física não permite.
Kinsky cita o exemplo de sites como o UOL e o Yahoo! que, em certos casos, solicitam que o usuário digite uma sequência de letras que aparece na tela.
"Quando isso acontece eu fico louco de raiva pois sou cego. Como poderei digitar o que não vejo? – questiona Kinsky, que usa tecnologia assistiva para navegar na Internet.
Vale ainda destacar a importância da linguagem de programação utilizada para produzir um website. Segundo Kinsky, produzir sites acessíveis em Flash requer muito mais cuidado e conhecimento do programador ou webdesigner do que construí-lo em HTML.
Guilherme Lira chama a atenção para as vantagens da utilização da tecnologia CSS tableless.
"Os sites construídos em CSS tableless se ajustam automaticamente ao navegador do usuário. Além disso, estes sites podem se adaptar e assumir qualquer tamanho de tela. Desconsiderar que alguém pode ter um monitor menor que o seu na hora de construir um site é não pensar em acessibilidade - explica.
Publicação: 31/01/06
Revista TI - Isis Almeida
The specified statement did not generate any data
|