Em entrevista para o Site do Fercomercio, Nei Maldaner, Diretor de Tecnologia da SISNEMA Informática, falou sobre a TV digital e sua infiltração nas tendências tecnológicas atuais. Confira!
Com uma previsão de entrada no mercado nacional para dezembro de 2007, a TV digital deverá abrir um novo nicho para os profissionais que desenvolvem softwares. A habilidade, normalmente utilizada para criar programas de computador, jogos para celulares e tantos outros fins, poderá ter na televisão de alta definição um novo filão para a criação de aplicativos que deverão estar presentes nos aparelhos receptores de TV digital.
Sob o olhar de Carlos Brito, da Central Globo de Engenharia, que esteve em palestra recente em Porto Alegre, esse é um novo mundo que se abrirá não apenas para os engenheiros de software, mas para toda a população mundial. “A mudança da TV aberta para o sinal digital só não será maior que a criação da própria televisão”, afirma Brito. E um dos pontos que poderão ser o grande salto da mudança está na interatividade. O engenheiro reconhece que a Rede Globo ainda não tem um projeto concreto de interatividade e que as discussões do modelo só se darão quando tal processo estiver implantado, mas fica clara toda a potencialidade existente.
Para o diretor de tecnologia da SISNEMA Informática, Nei Maldaner, já existe um movimento no sentido de entender e preencher este novo mercado. “Acredito que muito mais do que criar novos programas e utilitários, o que ocorrerá será uma adaptação dos produtos existentes para o meio da televisão digital”, avalia. Maldaner entende que as empresas de informática estavam aguardando o momento da decisão sobre qual tecnologia seria utilizada no Brasil: americana, européia ou japonesa. Com a posição já definida para a japonesa, o momento é para reunir a área de desenvolvimento e pensar nos produtos a serem disponibilizados.
Uma das aplicações, segundo Maldaner, será para jogos, o que já existe em computadores. Outra possibilidade será a teleconferência. “Vemos a TV digital como um novo computador. O que precisamos é migrar o que já existe para esta tecnologia. A interatividade que ela permite será uma das grandes revoluções”, prevê. Ele entende que no computador o que limitava os vídeos, por exemplo, era a banda ou meio em que eram desenvolvidos. Agora, com essa questão já ultrapassada, “devemos alinhar uma estratégia de desenvolvimento que cubra as necessidades que surgirão com a nova tecnologia. E a palavra-chave para isso é a migração do que temos atualmente para o novo”, finaliza o diretor.
Publicação: 09/11/06
Site Fercomércio - Por Camila Barth Miguelez
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